28/10/2009

Poemas meus, retalhos e imagens!

óculos de sol, lentes escuras da vergonha...
lentes escuras que escurecem a vergonha de pensar assim;
vergonha por pensar, por agir, por repetir os mesmos erros,
erros que os óculos escuros podem esconder.

Escondem também as lágrimas,
dão um canto para chorar sozinha!

De óculos escuros, ela passeia lentamente,
quase que vagueia, serpenteia o canteiro
atira a beata de um cigarro queimado sozinho,
mais um, entre a multidão que passa, mas que não se avizinha.

Ela está sozinha!

Ela fica só, mesmo quando a multidão sorri
ela sorri, mas esconde o seu olhar triste e amargurado
atrás de uns óculos de sol, escuros como o preto dos seus olhos.

Enrugada no medo não se atreve a atravessar sozinha.
O caminho da vida atravessa-se à sua frente,
atraiçoada pela solidão, pelo tempo que cresce,
enquanto ela corre, se cansa e desiste.

Afinal ela está sozinha!

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