17/09/2009

Mundo formação

A formação deveria ser um espaço de aprendizagem, de conhecimento, de auto-avaliação das nossas práticas... um espaço de discussão, de assertividade e acima de tudo de partilha de experiência.

Todos os manuais de pedagogia nos ensinam isso, seja no ensino corrente ou no contexto de formação profissional, porém todos sabemos que as acções de formação não decorrem bem assim!

Normalmente um grande número de pessoas vem para a formação a título de obrigação, e existem vários motivos, obrigação laboral, necessidade urgente de renovação de certificados (sejam eles quais forem), necessidade de obterem um diploma - "o papel" - por exemplo para "subirem" ou "serem promovido"... são várias as nuances, mas raramente vêm acompanhadas de vontade ou motivação.

Agora há outra situação que me perturba, a sério que mexe comigo... e bastante: quem está por obrigação, exemplo mais usual, os formandos dos cursos EFA - a maior motivação é o subsídio e o factor de obterem aquilo que não tinham - escolaridade...
Mas e quem vai para a formação, porque assim o deseja!!!???

Qual é a atitude que me espanta - que alguém que queira ir para um acção de formação, que a paga, dispõem do seu tempo livre para a frequentar, algumas ou a maioria aos fins-de-semana e depois NÃO participa, NÃO faz, NÃO deixa fazer, dá MAU ambiente, confronta o que se diz, mas NÃO acrescenta nada de constutivo, RECUSA-SE a fazer exercícios!!!???

E nos cursos EFA, porque motivos temos formandos mal formados, mal comportados (parecem crianças), que reclamam e impõem, mas afinal com que direito... ??? Esta a ser-lhes dada uma oportunidade que em outras gerações não houve; estão a pagar-lhes subsídio de almoço, transporte, de formação em cima do subsídio de desemprego - e ainda há queixas e são eles todos adultos!!!???

Não entendo! Juro que não entendo - fará então quem paga para uma Universidade, esses sim terão direito a reclamar.

No debate de segunda-feira, no prós e contras, indicaram cerca de 300.000 a ganhar rendimento mínimo e estes? estes do desemprego, dos subsídios de todos os géneros e feitios - contas feitas - qual é a situação?

A situação é que o Governo coloca medidas que parecem disparatadas, mas não o são, aliás não o seriam se as pessoas, os portugueses, brasileiros, africanos, búlgaros, russos, quem quer que fosse e sem qualquer distinção, aproveitassem o que lhes está a ser dado e que é fruto de diversas lutas, diversas medidas e faz parte de uma tentativa de inovação, reinserção e apoio!

Saibamos encontrar a peça do puzzle que nos faz falta, caso contrário, se o puzzle está completo deveremos investir e promover outras acções!

1 comentário:

BroTTas disse...

formações há muitas... lol.. existem e poucas pessoas que as queiram fazer... olha para mim numa por obrigação...